A matéria de capa da revista Época de alguns meses atrás revelava que Paulo Coelho era o primeiro escritor ocidental a visitar o Irã desde a queda do xá, em 1979. Destacava também que o livro “O Alquimista” tornou Paulo Coelho popular nesse pedaço do mundo.
A história do pastor que sonha com um tesouro e sai a procurá-lo tem motivo especial para fazer sucesso entre jovens iranianos. O livro remete a um pequeno conto de um dos mais famosos poetas da Pérsia, civilização que deu origem ao Irã.
Trata-se de Jalaluddin Mohammed Rumi (1207-1273), criador de uma ordem religiosa e autor de Masnavi, coleção de versos e histórias sobre a doutrina islâmica. "Não conhecia Rumi. Inspirei-me no conto História dos Dois Que Sonharam, do meu ídolo Jorge Luis Borges", diz Paulo.
Veja aqui e compare se há concidências na íntegra dos dois textos.

