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Educação emocional: você conversa sobre sentimentos com seu filho?

Publicado: 18/06/2019

Todos nós temos emoções e sentimentos. Pode parecer muito bonita a ideia de conversar sobre eles com as crianças. Realmente, receber demonstrações de felicidade, amor e afeto dos filhos talvez seja uma das coisas mais gratificantes que pode acontecer a um pai e uma mãe. Mas nenhum de nós vive só de alegrias. As crianças também sentem raiva, medo, inveja, também se frustram e se magoam. E é extremamente importante que elas aprendam a lidar também com os sentimentos ruins. 


Conversar desde cedo sobre os sentimentos com os filhos é o melhor caminho para que eles cresçam tendo os pais como cúmplices e confidentes para toda a vida. Mas como falar das emoções com as crianças?


São muitas as dificuldades enfrentadas pelos pais diante, por exemplo, da tristeza dos filhos. Parece mais fácil tentar interromper seu choro com promessas impossíveis de serem realizadas. Da mesma forma, durante um acesso de raiva, haja paciência para lidar com a gritaria. É importante compreender que todas as formas de expressar os sentimentos transmitem uma mensagem. E reprimir os sentimentos nunca é a melhor forma de lidar com eles, sejam lá quais forem. 


O Monstro das Cores



Conhecimento e reconhecimento

Você já sentiu raiva, você já sentiu inveja, você já chorou de tristeza. Você sabe o que são estes sentimentos e, de uma forma ou outra, aprendeu a lidar com eles. Seus filho talvez ainda não saiba nem nomear o que está sentindo.


Talvez o primeiro passo para conversar sobre os sentimentos com seus filhos seja exercitar a empatia. É preciso se colocar no lugar do outro para tentar se aproximar do que ele está sentindo. Se às vezes as razões de uma crise lhe parecem pequenas, tente fugir um pouco de sua perspectiva adulta e busque ver o mundo pelos olhos de uma criança. Talvez o que pareça desimportante para você seja suficiente para enfurecer ou magoar uma criança.


Outro exercício fundamental para os pais é o de sua própria inteligência emocional. É muito provável que, em algum momento de sua relação com seu filho, você também se irrite por uma discussão boba. Mantenha a cabeça no lugar. Seja firme em suas posições mas não tente argumentar com uma criança durante uma crise de raiva ou choro. Espere a reação natural, deixe que ele se expresse e aguarde um momento de mais calma. Será muito mais efetivo dialogar quando a poeira baixar. Aí, então, converse. Converse atenta e pacientemente. Doe seu tempo. 


Nunca deixe também de expressar para seus filhos como você se sente. Afinal, você também pode se magoar, você também tem o direito de ficar nervoso. Mas é sua obrigação, enquanto pai, expressar-se com calma. É parte da educação emocional que você deseja dar a seu filho. 


Na Beiradinha



Demonstre afeto

Se conversar sobre os sentimentos mais nebulosos é importante - e desafiador - nunca deixe também de falar sobre os bons sentimentos. 


Permita-se sempre demonstrar seu amor aos seus filhos. Orgulho, carinho, alegria de tê-los por perto. Fale! Diga a eles como são importantes! Afinal, a criança que aprende a conhecer todo o tipo de sentimento poderá, muito facilmente, escolher quais são seus preferidos. 


O menino que queria virar vento



Sugestão de livros para abordar o tema com as crianças

O monstro das cores não sabe o que se passa com ele. Fez uma bagunça com suas emoções e agora precisa desembolar tudo.

Será capaz de pôr em ordem a alegria, a tristeza, a raiva, o medo e a calma?


Um urso azul inventa palavras como quem inventa caminhos para lidar com seus sentimentos mais profundos. O personagem está no livro Na Beiradinha, de Agnès de Lestrade e Valeria Docampo, mesmas autoras do sucesso A grande fábrica de palavras. Na Beiradinha é uma obra onírica, cheia de reflexões profundas e ao mesmo tempo sutis. Com delicadeza, o livro nos fala sobre a melancolia, esse sentimento que nos coloca “na beiradinha” da vida.


O que pode fazer uma criança quando bate em seu peito a saudade? Fruto de parceria afinada entre autor e ilustradora, O menino que queria virar vento prova que para transpor longas distâncias entre pessoas que se amam é possível recorrer à imaginação e à sensibilidade. 

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