Festival de Verão 2020 começa com milkshake e termina em Chapeuzinho Vermelho | Aletria

Festival de Verão 2020 começa com milkshake e termina em Chapeuzinho Vermelho

Publicado: 10/01/2020



Não entendeu nada do título do post? Bom, confira nossa programação de verão e irá entender, caro leitor. Neste dia 12 de janeiro, começa o Festival de Verão Aletria, um ciclo de formações e eventos voltados para amantes da contação de histórias, leitores de infanto-juvenis, educadores, artistas e interessados em geral. Nosso trajeto começa no reinaugurado Xodó, hamburgueria que há 55 anos está num cantinho especial do coração de muita gente, com seu tradicional milkshake da Praça da Liberdade. Continuamos na pracinha da Aletria durante todo o mês, finalizando com o curso sobre os clássicos Chapeuzinho Vermelho, Emília, Saci e Cinderela, com o pesquisador Daniel D'Andrea. Tá muito bacana e tem pra todo gosto. Vamos?


Programação completa - Festival de Verão Aletria


12/1 (domingo)

Domingo Divertido


Local e horário: Xodó - R. Gonçalves Dias, 1364, das 10 às 12h

Valor: entrada franca.

Como parte de sua reformulação institucional, a hamburgueria Xodó, tradicional ponto de encontro na Praça da Liberdade, inicia em janeiro o Domingo Divertido, em parceria com editoras locais. A ideia é dedicar dois domingos por mês à programação literária para o público infantil. Os domingos dos dias 12/1 e 26/1 são da Aletria, e programamos uma manhã de contação de histórias e minioficina com Anna Lirah Hart e bate-papo com o autor Pierre André.


23 e 24/1 (quinta e sexta-feira)

Oficina “Livro artesanal”  com Ana Paula Paiva


Vagas: 15

Local e horário: Instituto Aletria, 14 às 18h (com intervalo para lanche)

Valor: R$ 200 (material, lanches e apostila incluídos).


Dobradura, efeitos 3D, técnicas de ilustração e encadernação. Muitos desconhecem esses e outros recursos disponíveis para se criar os mais diferentes livros. Ao descobrir e experimentar diferentes técnicas para confeccionar modelos de obras artesanais, cheios de convites à interação, é possível inventar uma fábrica própria de histórias. Na oficina, serão apresentadas diversas possibilidades aos alunos: livro-matracalivro-cenáriolivro-teatro de sombras, e propostas que exercitam a criatividade e aquecem a paixão do leitor de todas as idades pelos livros. Ao final, todos levarão para casa suas criações, além da descoberta que fazer um livro está ao alcance de qualquer leitor.

Ana Paula Paiva é Doutora em Educação pela FAE/UFMG (2013), possui Graduação em Comunicação Social pela UFRJ/ECO (1998) e Mestrado em Comunicação Social pela FAFICH/UFMG (2002). Coordenadora Adjunta do PNBE 2015 (Ensino Fundamental e Ensino Médio). Coordenadora do segmento Educação Infantil – PNBE - 2014 (FNDE/MEC), realizado em 2013 sob coordenação geral da Profª Drª Aparecida Paiva. Realizou o planejamento editorial e preparação de textos dos Guias do MEC PNBE 2014 (Educação Infantil, Ensino Fundamental e EJA) e 2015 (Ensino Fundamental e Ensino Médio/PNBE). Em 2014 também atuou como parecerista do PNAIC na seleção de livros e produção de texto dos Guias PNAIC 2014: "Literatura na hora certa" (edição 2015). Tem experiência na área de Produção Editorial Artística (oficinas artesanais de produção de livros). Atualmente trabalha com mediação de leitura, consultoria editorial-literária, suplementos literários (PNLD) e aperfeiçoamento de professores. É a autora dos Manuais do Professor dos livros da Aletria Editora.


26/1 (domingo)

Domingo Divertido





Local e horário: Xodó - R. Gonçalves Dias, 1364, das 10 às 11h30

Programação:  Contação de histórias com Lu Flores, mini oficina de dedoches dos personagens do livro O bicho mais poderoso do mundo, com Thaíne Belissa, e bate-papo com Rosana Mont’Alverne. Entrada franca.


27 a 31/1 (segunda a sexta-feira)

Minicurso “A arte de contar histórias”  com Rosana Mont’Alverne



Vagas: 15

Local e horário: Instituto Aletria, 14 às 18h

Valor: R$ 480 (20 horas/aula, com certificado. Apostila incluída).


O curso, em formato intensivo, tem a carga horária de 20h/a e vai preparar os alunos para a entrada no bosque das narrativas orais. Ao longo dos cinco dias de oficinas, serão propostos exercícios e dinâmicas para estimular a memória afetiva e os sentidos, além de técnicas de memorização, voz, respiração, corpo e ritmo. A parte teórica aborda as raízes do conto popular, a tradição oral brasileira e a história da narrativa no ocidente. Finalmente, haverá o destaque para o repertório e a performance do Contador de Histórias. Haverá, ainda, a organização de uma apresentação dos alunos ao público. Será conferido certificado e apostila aos participantes.

Rosana Mont’Alverne é autora, editora e contadora de Histórias. É Bacharela em Direito e Mestre em Educação pela UFMG, além de Especialista em Arte-Educação: da Oralidade à Escrita pela PUC Minas e em Gestão de Pessoas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas. É sócia-fundadora e publisher da Aletria Editora, especializada em literatura infantil e juvenil. Atua profissionalmente como Contadora de Histórias desde 1995, ministrando cursos de formação desde 2005, com material didático próprio, além de fazer apresentações em festivais nacionais e internacionais, escolas, teatros, empresas, feiras literárias, praças e bibliotecas. Criou, dentre outros, o Projeto “Encantadores de Histórias”, que leva oficinas literárias a presídios mineiros desde 2004, e o “Conto Sete em Ponto”, noites mensais de contos sobre as culturas dos povos.


4/2 (terça-feira)

Workshop “O que me inspira?”  com o Grupo Entrelinhas Arteterapia


Vagas: 15

Local e horário: Instituto Aletria, 14 às 18h com intervalo para lanche

Valor: R$ 120


O workshop se trata de uma vivência baseada no tema: “O que me inspira?” Usando como recursos a meditação guiada, o conto de Marina Colasante “A moça tecelã”, músicas, desenhos, colagem e escrita criativa, essa vivencia permite à pessoa revisar sua vida, analisando o que já realizou, o que gostaria de realizar e por algum motivo não conseguiu. O objetivo é possibilitar que a pessoa reflita e busque inspiração para realização de suas metas. Ao final cada participante construirá um Moad Board (caderno de inspiração) com objetivo de criar foco

O grupo Entrelinhas Arteterapia é formado por Eliane Macedo, que é bacharel em Artes Plásticas, pós-graduada em Arte Educação e Arteterapia; por Elizabeth Diniz, que é pedagoga, pós-graduada em Psicopedagogia, literatura Brasileira e Arteterapia; por Luciene Santos, que é licenciada em Letras, Artes Plásticas, pós-graduada em Arteterapia e por Simone Aguiar, que é engenheira, pós-graduada em Arteterapia. O grupo também é pós-graduado em Arteterapia pela Universidade Vicentina de Curitiba. Faz atendimento individual e em grupos, realiza workshops em diversos espaços em Belo Horizonte e região metropolitana.


5/2 (quarta-feira)

Oficina “Leitura e escrita: experiência”  com Maraíza Labanca


Vagas: 15

Local e horário: Instituto Aletria, 14 às 18h (com intervalo para lanche)

Valor: R$ 120,00


A oficina se destina a todos que têm interesse pela experiência poética e pela escrita. Durante a oficina, Maraíza Labanca compartilha a leitura de textos que tratam do tema “experiência” e, em seguida, propõe uma prática de escrita a partir dessa vivência. Serão lidos fragmentos de Blanchot, Herberto Helder, Derrida, Juliano Pessanha, Marina Tsvetaieva, Silvina Rodrigues Lopes, entre outros. 

Confira alguns trechos: "E digo logo que a experiência não leva a porto algum (mas a um lugar de extravio). Quis que o não-saber fosse seu princípio." Trata-se de "apropriarmo-nos do que nos ultrapassa e, sem tomar isso como um bem próprio, ao menos remetê-lo ao que já nos tinha tocado". "Na experiência o que conta não é mais o enunciado do vento, é o vento." G. Bataille. 

Maraíza Labanca tem doutorado em Literatura Comparada pela UFMG e é uma das editoras da Cas'a edições. Trabalha também com oficinas de escrita literária no Espaço a'mais. Publicou os livros de poemas Refratário (2012), Rés - livro das contaminações (com Erick Costa, 2014), Partitura (2018) e Exceto na região da noite (2019).



10 a 14/2 (segunda a sexta-feira)

Curso “Personagens infanto-juvenis: símbolos, significados, versões e interpretação”  com Daniel D’Andrea (SP)



Vagas: 15

Local e horário: Instituto Aletria, 14 às 18h (com intervalo para lanche)

Valor: R$ 450


O convite é para uma viagem pelas origens e significados, versões orais e literárias de quatro figuras clássicas da literatura: Chapeuzinho Vermelho, Emília, Saci e Cinderela, e também das fadas e bruxas, que são personagens marcantes da tradição europeia. 

No estudo da Chapeuzinho, o curso trará releituras de diferentes autores brasileiros e catálogo das mais importantes produções literárias que reescrevem o clássico. E por que estudar Emília? A personagem central no Sítio do Pica-pau Amarelo tem grande importância por ser uma boneca falante, porta-voz dos desejos da criança. Nessa oficina faremos um passeio por seus textos marcantes, para compreender sua inteligência e os aspectos irreverentes da boneca. 

Já o Saci é o mito mais emblemático e representativo do povo brasileiro. Vamos estudar sua história, que se inicia como mito indígena, passa à literatura infantil, televisão e outras mídias, absorvendo a marca das diferentes matrizes étnicas. É uma história que se transforma sem perder sua essência! Também vamos decifrar o conto da Cinderela, que aborda as dificuldades e os sonhos das crianças, e conheceremos ainda as surpreendentes Cinderelas latino-americanas. 

Por fim, vamos entender mais sobre as fadas e bruxas, que representam o bem e o mal na literatura infantil. Estudaremos, também, as histórias de bruxas do interior do Brasil e a controvérsia suscitada pela irrupção do Halloween, que potencializa novas interpretações.

 

Daniel D’Andrea, arte-educador social, contador de histórias, pesquisador das narrativas de tradição oral e formador de docentes na importância da arte de contar histórias. Estuda os contadores populares, suas técnicas e repertórios, e pesquisa os personagens infanto-juvenis. Defende a importância de narrar cotidianamente no âmbito familiar e comunitário, enfatizando seus significados culturais e vinculares, assim como fortalecer a riqueza e capilaridade desta prática ancestral, ressignificada nos tempos contemporâneos, pela valorização das trajetórias de vida, a memória dos grupos sociais, e a promoção dos valores humanos.


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Inscrições (para os cursos e oficinas):

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