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Linha do tempo | Tomi Ungerer - parte 1

Publicado: 07/11/2017

Olha que coisa maravilhosa, o grande escritor e ilustrador Tomi UN-GE-RER está na estante da Aletria! Esse mês tivemos a honra de publicar Adelaide, um clássico de Ungerer em tradução inédita no Brasil. Para marcar a presença desse importante autor em nosso catálogo, o Blog da Aletria traz uma uma série de posts sobre o Mestre. Começamos com uma linha do tempo ilustrada da vida e carreira de Tomi.

Quem é fã de literatura infantil não pode deixar de ler:







Com uma infindável lista de prêmios, dentre eles o Hans Christian Andersen, maior premiação da literatura infantil mundial, Tomi Ungerer tem nada mais nada menos que um museu fundado pelo governo francês em sua homenagem, o Tomi Ungerer Museum. Seu museu, localizado em Strasbourg, foi escolhido pelo conselho de Arquitetura da Europa como um dos “Top 10” museus europeus. Tamanha é a importância do autor e ilustrador, que o Tomi Ungerer Museum foi o primeiro museu público na história da França a homenagear uma personalidade ainda viva. Confira abaixo outras façanhas de Ungerer:

(a linha do tempo abaixo é uma tradução e edição livre da biografia de Tomi presente em seu site oficial www.tomiungerer.com)


 

1931

Jean-Thomas Ungerer, mais conhecido como Tomi, nasce na cidade francesa de Estrasburgo, região da Alsácia, no dia 28 de Novembro. Filho de Alice e Theodore, Tomi tinha três irmãos: Bernard, Edith e Vivette.

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1935

Depois da morte de seu marido, a senhora Ungerer e seus quatro filhos se mudam para a pequena Logelbach, ainda na região da Alsácia. 

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1939-1948

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, a região da Alsácia (divisa com a Alemanha) é anexada pelo exército alemão e Tomi passa a estudar sob a doutrina nazista. A língua francesa é proibida em toda a Alsácia. No inverno de 1945, Tomi assiste de primeira mão a batalha de libertação de Colmar do domínio das forças alemãs. Seus desenhos nessa época testemunham suas experiências de guerra. Após a guerra, Tomi junta-se a um grupo de escoteiros e seus cadernos contam sobre suas viagens de bicicleta realizadas em toda a França.

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1950-51

Depois de ser reprovado em exames para ingressar na faculdade (o diretor de sua escola o descreveu como “individualista, voluntariamente perverso e subversivo”), Tomi decide viajar de carona para o norte europeu. Ungerer chega até a Lapônia e cruza fronteiras russas. Nessa época, seus desenhos são influenciados pelo movimento existencialista. 

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1952-53

Tomi ingressa nos French Camel Corps na Algeria, mas abandona o posto depois de uma período muito doente. Em outubro 1953, Tomi Ungerer ingressa na Escola Municipal de Artes Decorativas de Estrasburgo, onde, depois de um ano, sua saída é gentilmente solicitada. 

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1954-55

Cada vez mais interessado nos EUA, Tomi começa a visitar o American Cultural Centre e faz amizades com estudantes americanos. Tomi Ungerer se aventura em uma travessia pela Europa de carona. Durante essas travessias, Tomi fez bicos em navios de carga, como decorador de janelas e publicitário de empresas locais.

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1956

Tomi Ungerer desembarca em Nova Iorque com 60 dólares na carteira e um calhamaço de ilustrações e manuscritos. 

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1957

Ungerer se encontra com Ursula Nordstrom, editora de livros infantis da Harper and Row. Ursula publica os primeiros livros infantis de Tomi: The Mellops go Flying. Os Mellops fizeram grande sucesso imediato. Tomi trabalha em sua primeira campanha publicitária para as Burroughs machines e para a colaborar em diversas revistas e jornais como: a Esquire, Life, Holiday, Harper’s, Sport’s Illustrated eThe New York Times.

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1958 – 62

Tomi completa a série de livros dos “Mellops” e publica uma série de novos livros para criança, incluindo Adelaide, Crictor, Emil, Os Três Ladrões e Rufus.

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1962

É lançada sua primeira grande exposição em Berlim, onde Tomi encontra  Willy Brandt and Günther Grass. Ungerer passa a se engajar integralmente na luta pelos Direitos Humanos, contra o racismo e contra a Guerra do Vietnã. Nessa época, ele publica inúmeros posters que, de maneira ácida, evidenciam sua luta e posicionamentos políticos.  

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1966-67

Tomi publica “The Party”, livro onde ele expressa toda sua aversão à elite nova iorquina. Nesse mesmo ano ele cria esculturas para o Canadian World’s Fair Pavilion. Tomi aluga um estúdio em Montreal, onde ele, Gordon Shepard e François D`Allegret  criam “The Wild Oats”, uma produtora de filmes.

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1970-73

Tomi se casa e muda para o Canadá, onde ele passa a trabalhar como fazendeiro.

Tomi Ungerer encontra Robert Pütz com o qual ele ainda iria trabalhar em inúmeras campanhas publicitárias. 

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** Continua no próximo post!


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