Novos contadores de histórias já circulam por BH | Aletria contação de histórias, histórias, arte de contar histórias, narração, tradição oral, entrevista, blog, aletria, professor, escola, educação infantil, biblioteca, sala de aula, curso, oficinas, formação, mediação de leitura, alfabetização, era uma vez

Novos contadores de histórias já circulam por BH

Publicado: 21/06/2017

Na última segunda-feira o Cine Santa Tereza foi só ouvidos. Não para a sétima arte, como de costume, mas para uma arte muito mais antiga, mais velha que Pindorama, que Atlântida, que o Paraíso Perdido, mais antiga que a Epopeia de Gilgamesh! Uma arte tão antiga quanto a fala: A Arte de Contar Histórias. 


Graça Fernandes conta "Carne de Língua", conto da tradição oral africana


O "Cine Santê" foi palco para “As sem-razões do amor”, espetáculo de formatura do curso "A Arte de Contar Histórias”, orgulhosamente realizado pela Aletria há mais de uma década. Foram duas horas ouvindo histórias de amor (Aaah! O amor). Duas horas sem ver o tempo passar. Quatorze contadores de histórias recém-formados subiram ao palco e passaram pelas quatro curvas do mundo, dos contos amazônicos à mitologia grega, dos contos africanos aos contos arturianos, dos causos sertanejos às fábulas. O amor sempre foi assunto, não importa a longitude.



O músico Vilmar de Oliveira no Espetáculo "As Sem-razões do Amor".


O Instituto Cultural Aletria está imensamente feliz em concluir mais uma formação. As professoras Sandra Lane e Rosilda Figueiredo arrasaram! Novos contadores de histórias circulam agora pelas ruas, praças e escolas espalhando a arte de contar histórias.



Jane Salles e J. Bueno 


E para abrilhantar nosso Blog, conversamos com dois dos recém-formados no curso “A Arte de Contar Histórias”: a professora Ana Lúcia Cordeiro  e o ator J. Bueno. Hoje, vocês ficam com um pouco da história de Ana Lúcia com o mundo da contação. No próximo post, Bueno fala sobre ser ator e contar histórias. 



Ana Lúcia Cordeiro fecha o Espetáculo "As sem-razões do Amor"


Ana Lúcia sempre diz: "Não fui eu que escolhi a contação de histórias, foram as histórias que me escolheram". Por motivos de saúde, em 2016 Ana Lúcia se despediu da sala de aula e foi parar sabe onde? Num pequeno reino encantado, mais conhecido como biblioteca. E foi lá que ela se reencontrou, ou melhor, foi lá que as histórias a encontraram. E já que as histórias a encontraram, ela passou a contá-las, contá-las aos montes! Orelhas em pé é que não faltaram para ouvir as histórias que saiam das estantes, circulavam pelos ares da biblioteca e iam brincar nos ouvidos dos alunos da Unidade Municipal de Educação Infantil Delfim Moreira, no centro de Belo Horizonte. 



Ana Lúcia Cordeiro conta "A Lenda do Girassol", de Sandra Ferreira Radich


O negócio foi ficando sério, da mediação de leitura, Ana Lúcia resolveu ir para a contação de histórias e o mundo do Era uma Vez foi crescendo dentro da biblioteca. E quando a gente gosta do que faz, já viu né? Sempre queremos aprender mais e mais. Foi assim que Ana Lúcia conheceu a contadora de histórias Sandra Lane, uma das professoras do curso “A Arte de Contar Histórias”, e se encantou pelo seu jeito de contar histórias. Daí pra frente, Ana Lúcia mergulhou na contação e fez oficinas com Sandra Lane, com Beatriz Myrrah e com Pierre André, grandes contadores de histórias da nossa Belo Horizonte. Quando ficou sabendo do curso A Arte de Contar Histórias, Ana Lúcia não pensou duas vezes: “Quero fazer esse curso!”. Alguns contratempos pessoais quase fizeram Ana Lúcia desistir do curso, mas, para a sorte do mundo do Era Uma Vez , Ana Lúcia está formada e como ela disse: O que eu tenho agora para fazer é contar histórias. Eu quero contar histórias! As histórias curam. E Elas tem me curado. Sempre tem uma história por trás da história e a minha história é de superação. 


Ana Lúcia Cordeiro durante o espetáculo "As Sem-razões do Amor"


Na emoção de final de espetáculo, Ana Lúcia foi a última a se apresentar, a contadora de histórias era só felicidade! E não faltaram agradecimentos: “Eu só tenho a agradecer à Rosana, essa pessoa maravilhosa, à Sandra, minha musa inspiradora, à Beatriz Myrrah, ao Pierre e à todos os contadores de histórias. Todos eles moram aqui no meu coração."


A Aletria tem muito orgulho de fazer parte dessa família e de ajudar ela a crescer! 

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