O que sabemos sobre Homeschooling? | Aletria homeschooling, educação, educação infantil, educação domiciliar

O que sabemos sobre Homeschooling?

Publicado: 10/03/2019

No último mês ouvimos bastante sobre “Homeschooling”. Mas o que é isso?

Em tradução livre para o português seria algo como ensino domiciliar.

A prática já é realidade em 63 países e consolidada em países como Canadá, França e Rússia. No Brasil ainda não foi regulamentada, mas essa situação está prestes a mudar. Em setembro de 2018, o STF votou a admissão do ensino escolar a distância, mas não foi aprovada. Agora, com a posse do novo governo, o assunto reaqueceu e se tornou prioridade nas novas medidas governamentais. 


Segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) 3,2 mil famílias brasileiras já aderiram a modalidade educacional, atendendo cerca de 6 mil crianças. Hoje, se os pais não matricularem uma criança com mais de 4 anos de idade em uma instituição de ensino, a atitude pode ser considerada crime de abandono intelectual - que tem como pena a detenção de 15 dias a um mês ou multa.


À época do julgamento no STF, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) emitiu nota em que dizia que a modalidade "inviabilizaria o processo de inclusão social do estudante, a partir da percepção e do aprendizado que se produz com as diferenças, refugindo ao objetivo da educação nacional brasileira de responsabilidade conjunta da família e do Estado na formação cidadã dos indivíduos". 


Levantamos três pontos apontados pelas pessoas que defendem a prática e três das pessoas que são contra o Homeschooling. Confira:


O que dizem os defensores?


1. Autonomia familiar

Uma das maiores defesas é sobre a autonomia que os pais teriam sobre o processo de educação dos filhos, com maior controle sobre o que estaria sendo ensinado para as crianças.


2. Educação integral

Os pais alegam que a educação domiciliar permitiria um ensino mais completo e integral, abrangendo estratégias de aprendizado individualizadas, formação de princípios morais conectados aos da família e de valores como a disciplina, autonomia, autoestima e maturidade.


3. Insatisfação com o ensino escolar

Outra questão apontada é sobre a insatisfação dos pais com o ensino público e privado brasileiro. Muitos julgam a experiência da escola como ruim ou insatisfatória. Além de acreditarem que o homeschooling evita que os filhos sofram bullying, pressões sociais e diferença de ritmo de aprendizagem.


O que dizem os opositores?


1. Falta de mecanismos de controle

No Brasil, a educação é regulamentada pelas Diretrizes Curriculares para a Educação Básica, que organizam e articulam o desenvolvimento e avaliação das propostas pedagógicas de todas as redes de ensino brasileiras. Na educação domiciliar, é mais difícil acompanhar e avaliar se a grade curricular básica está sendo seguida, e portanto, se as crianças e adolescentes educadas pela família estão recebendo as instruções necessárias para o desenvolvimento de competências intelectuais, culturais e sociais.


2. Legislação

Pela falta de legalização dessa modalidade, entende-se que a educação domiciliar fere a Constituição Federal que define a obrigatoriedade do Ensino Fundamental e Médio, como forma de efetivar a garantia do Estado à educação.


3. Falta de convívio social

O ponto central do Estatuto da Criança e do Adolescente é a garantia do direito à educação e ao convívio familiar e comunitário. Uma das grandes preocupações, é que ao serem educadas em casa, as crianças sejam privadas do convívio com outras crianças e atividades colaborativas, que são fatores importantes para o desenvolvimento intelectual e social dos indivíduos.


E você, o que acha da aprovação do homeschooling? 

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