Que sabor tem a comida dos contos tradicionais?

Publicado: 27/07/2017

Desde que O fantástico arroz de Filomena chegou, o clima de #comidasfantásticas invadiu a Aletria. Aproveitando esse assunto delicioso, resolvemos relembrar algumas vezes em que a comida entrou em cena e mudou os rumos da história nos contos maravilhosos. Vem ver!


Que sabor tem a comida dos contos tradicionais?

Talvez você nem tenha reparado, mas os contos tradicionais – aqueles que fizeram parte da nossa infância e que permanecem no nosso imaginário a vida inteira – estão recheados de referências gastronômicas. Seja como forma de castigo ou de recompensa, a comida é presença constante nessas narrativas e, em muitos casos, ela é fundamental para transformar os rumos da história. Quer ver?

O que seria de João e Maria se não tivessem encontrado, no meio da floresta, uma casinha feita de doces? Abandonadas pelos pais por falta de alimento, as duas crianças se deparam com a casinha de paredes, telhado, portas e janelas feitos de balas, chocolates, pirulitos e bombons. Mas essas guloseimas, antes tentadoras, ganharam um sabor amargo, já que o menino é forçado a engordar para ser devorado pela terrível Bruxa e Maria forçada a trabalhar para ela.

Amargo também deve ter sido o sabor da linda maçã mordida por Branca de Neve. Oferecida como um presente de uma “inocente” senhora, a maçã envenenada fez Branca de Neve cair em sono profundo! O feitiço da madrasta só foi quebrado quando o Príncipe Encantado acordou Branca de Neve com seu beijo apaixonado.

Também pela boca foi pego o temível gigante da história do Pequeno Polegar. Muito astuto, o menino prepara uma armadilha cheia de suculentos morangos, que faz o ogro cair em um precipício!

Ah, e quem não se lembra das três tigelas de mingau que Cachinhos Dourados encontra na casa dos ursos? Um quente, um frio e outro morno, do jeitinho que ela gostava! Após saborear o mingau, a menina acaba dormindo e se assusta quando a família de ursos retorna à casa. Mas também, onde já se viu mexer nas coisas dos outros sem autorização?!

Outra criança bastante curiosa foi Alice, que ao cair na toca do coelho, vê em cima da mesa uma garrafa com um rótulo que dizia: ”Beba-me”. Sem pestanejar, Alice pegou a garrafa e bebeu. De repente, começou a encolher, a encolher até ficar pequenina como um ratinho!  Depois viu uma caixa de biscoito com o rótulo “coma-me” e, claro, Alice comeu, ficando tão grande que bateu a cabeça no teto!

Tem ainda a cestinha cheia de pão, mel, geleia e outras delícias que Chapeuzinho Vermelho levou para sua vovozinha. Sem ela, talvez o lobo nem tivesse encontrado a menina andando pela floresta e nada do que a gente conhece teria acontecido.

E João e o Pé de Feijão? Sem os seus feijões mágicos, que o menino ganhou a troco de sua vaquinha (único sustento da família), João estaria perdido. Ainda bem que o seu pé de feijão o levou ao castelo do gigante, onde o menino resgatou a galinha dos ovos de ouro!

Por aqui, no Brasil, não tem quem não se lembre dos quitutes da Tia Nastácia em O Sítio do Pica-pau Amarelo.  O Minotauro, que não é bobo nem nada, ficou tão encantado pelos bolinhos de chuva que ela fazia, que até se esqueceu da sua “mania de comer gente”! No Sítio, a mesa farta era sinônimo de confraternização, de carinho e conforto de vó.

Mesa farta também tem a Filomena, do recém-lançado O fantástico arroz de Filomena. Além do seu delicioso arroz, Filomena cozinha bolinho de bacalhau, bife à milanesa, torta de damasco, musse de maracujá, biscoito de coco, pães, bolos...  Mas só os animais e seres mágicos da floresta conhecem sua fantástica comida, já que o pessoal da cidade tem preconceito, porque Filomena é feia! Pessoal bobo, né?

A lista de histórias é imensa! A gente separou algumas, mas tenho certeza de que você consegue se lembrar de uma porção de outras que não estão aqui. O importante é que a comida, às vezes doce, às vezes bem amarga, sempre esteve presente nas histórias infantis e, mesmo sem a gente perceber, nos ensinou valiosas lições.

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