Trava-Línguas e contação de histórias

Publicado: 20/03/2017

Que rufem os tambores do tempo do Era Uma Vez! Amanhã, 21/03, começa mais um curso “A Arte de Contar Histórias”. A Aletria pode falar, de boca cheia, que nosso Instituto Cultural tem um dos cursos mais tradicionais e completos de formação de contadores de histórias do Brasil. Há mais de dez anos, o Instituto Cultural Aletria vem fortalecendo a tradição da contação de histórias pelo mundo. Como todo bom mineiro, adoramos contar um caso! :)


Acima, Rosilda Figueiredo, uma das grandes contadoras de histórias que irá ministrar o curso para o Módulo I.

Para marcar o início de mais um “A Arte de Contar Histórias” (Saiba mais sobre o curso aqui), o Blog da Aletria traz um post especial sobre “Trava-Línguas”, esses danadinhos que adoram fazer a gente tropeçar e volta e meia aparecem nas contações de histórias. Na tradição da contação, adivinhas, cantigas de roda, quadrinhas, parlendas e trava-línguas são recursos muito usados tanto em prólogos, quanto no desenvolvimento e no desfecho de contações de histórias. Você aí, consegue se lembrar de algum exemplo desses recursos? “Bam ba la não / Senhor capitão…”, ajudei? Essas brincadeiras com palavras, seus desafios, ritmos, sonoridades e humor envolvem a plateia, abrem e fecham janelas dentro da narrativa e contribuem para a criação de um ambiente de proximidade entre o contador e os “escutadores de histórias”.


Acima, a super Sandra Lane, que também irá ministrar o curso para o Módulo I. 

E hoje vamos falar dos trava-línguas, tão velhos quanto podemos imaginar e presentes em praticamente todas as culturas. Trava-línguas são frases ou rimas divertidas que têm a intenção de confundir nossa língua na hora de falarmos! Trocamos o R de lugar, colocamos P no lugar do B, o T no lugar do D, aparece um monte de L onde não devia! Enfim, esses trava-línguas gostam de uma anarquia!


O trava-língua é um ótimo exercício para “destravar" a língua, brincar, treinar ritmo e expressividade ao contar histórias. Relembre alguns:

Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando o vento.

Três tigres tristes para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.

O peito do pé de Pedro é preto.
Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto
tem o peito do pé mais preto
do que o peito do pé de Pedro.

E aí? Ficou enrolado? A meninada lá na Biblioteca Infantil da Casa Uaná (Itamaracá - PE) também deu uma tropeçada! Espia nos vídeos abaixo e avalie se o Biel, a Daya e o Marlon se garantiram no trava-línguas ou ficaram com a língua enrolada!




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